Portão de Ferro

Portão de ferro,

Cadeado de madeira,

No portão do cemitério,

Vou chamar Tatá Caveira

Muitos de nós agimos como se estivéssemos atrás de um portão de ferro. São as aparências, o sucesso, a ascensão social, os bens, o status, os títulos acadêmicos… Enfim, nos colocamos de forma férrea, valorizando o que temos, o que adquirimos, o que aparentamos para a sociedade, e como somos percebidos é o que vale e nos alimenta a existência.

Mas esquecemos que temos um cadeado de madeira. Ficamos num corpo físico algumas poucas décadas, envelhecemos, nada possuímos no mundo e nem os dentes da boca levamos conosco quando voltamos à verdadeira pátria.

Não somos melhores do que ninguém e o nosso senso comum de evolução e melhoramento é tão pueril e passageiro quanto o nosso corpo físico. São os nossos cadeados de madeira, que facilmente se arrebentam, escancarando o portão de ferro que construímos com nossas ilusões.

O ponto cantado fala disso e quem é um Tata já venceu a si mesmo!!! Por isso, ele é chamado, para em nossa passagem derradeira nos levar ao lugar que é nosso de direto, sem interferências. Assim, refletiremos com tempo de sobra sobre a nossa vida material que findou.

Sem posses, sem bens, sem os títulos da Terra, sem um corpo físico, para onde iremos quando o nosso cadeado de madeira arrebentar???

Texto retirado de fonte sem autor, caso você saiba, por favor avise!

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